quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pensamentos, devaneios e histórias

Nesses mais de 2 meses de ausência do Blog, muita coisa aconteceu, muitos pensamentos e muitas emoções.

E sei que agora parece que quero recuperar o tempo perdido escrevendo para contar tudo o que aconteceu. Bom, em parte isso é verdade, quero sim compartilhar com vocês o que nós estamos passando com nossa gravidez, pois assim, quem sabe um dia, essas palavras possam ajudar alguém de alguma forma.

Quando se está esperando um filho, ou no meu caso uma filha, tudo é muito intenso. Toda a nossa vida passa a girar em torno da vida que está sendo gerada. Todas as preocupações passam a ser com a saúde da mamãe e do bebê. Cada momento que passa é uma novidade, cada sensação da mamãe, cada enjôo, cada desejo, tudo nos afeta, tudo nos transforma. Cada centímetro que a barriga da Lully crescia eu comemorava, e continuo comemorando, até porque, com 34 semanas a barriga não para crescer.

Para o Pai, as coisas até podem parecer um pouco distantes, já que somente a mãe é quem sente tudo isso, mas não sei se é bem assim, pelo menos não comigo. Alguns amigos (que já são pais) me diziam que o pai só se torna pai após o nascimento, que só cria laços com o bebê quando o vê em seus braços. Não concordo! Me senti Pai desde o primeiro momento, desde a descoberta que a Lully estava grávida. Sempre mantive muito contato com o meu bebê, sempre tocando na barriga da Lully, conversando com ela, beijando. Todos os dias, eu converso com a barriguinha da Lully, dou bom dia, boa noite, ou seja, procuro mostrar que eu estou ali do lado dela, amando-a incondicionalmente.

Me lembro do primeiro dia que senti a Mell se mexendo dentro da barriga da Lully, foi uma emoção indescritível! Estávamos na sala, eu sentado no sofá e a Lully deitada no meu colo, estávamos conversando quando a Lully começou a sentir a Mell se mexer, até ai nada de mais, segundo a Lully ela já se mexia há algum tempo, mas era “internamente” e imperceptível do lado de fora. Mas nesse dia foi diferente, quando ela disse que a Mell estava mexendo imediatamente coloquei minha mão em sua barriga e senti não sei o que, se foi uma mão ou um pé, mas o fato é que eu senti! A lully disse que eu fiquei com uma cara de bobo, com um sorriso de “orelha a orelha” e com os olhos marejados.

De fato eu estava emocionado! Senti a minha filhinha pela primeira vez!!

Depois desse dia, senti a Mell se mexer diversas outras vezes, e todas são emocionantes. Agora que estamos na reta final da gestação, quando a Mell se mexe forma até uma espécie de calombo na barriga da Lully. Outro dia, estávamos na sala, novamente com a Lully deitada no meu colo, e ficamos mexendo na barriga para ver se a Mell respondia. E não é que danada respondeu! Foi muito legal esse dia, mexíamos na barriga da Lully por fora e a Mell mexia de volta por dentro. Um barato!

Uma última história antes de encerrar o post, que por sinal já está longo.

Acho que umas duas semanas atrás, quando cheguei em casa do trabalho, brinquei com o nossos cachorros (pra quem não sabe, temos 2 beagles, Lucky e Nicky) e ao dar oi para Lully, ela me disse que a Mell estava acordada. Fui então dar “oi” para a minha pequena, beijando a barriga da Lully e conversando com a Mell. Disse eu: “oi Mell, o papai chegou” – Prontamente minha pequena respondeu, dando um belo chute na barriga da Lully. Mais uma vez, como pai babão que sou, fiquei emocionado, alias não só eu, a Lully também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário